A mulher Siro-fenícia, perseverança

“E ela disse: ‘Sim, Senhor, mas também os cachorrinhos comem das migalhas que caem da mesa dos seus senhores’.” (Mt 15.27).

Na Fenícia dos tempos neotestamentários morava uma mulher de origem siro-fenícia com sua filha ainda pequena. A Bíblia não nos diz o seu nome, nem se era casada, viúva ou mãe-solteira. Apenas encontramos essa mulher em grande desespero diante do quadro de sua filha estar possuída por espíritos malignos. Era fácil perceber que eram espíritos malignos que atormentavam a menina, pois não havia um diagnóstico médico preciso. As atitudes da menina não condiziam com o seu estado normal no dia-a-dia.

Aquela mulher não encontrava alívio na religião da Fenícia, ou da Síria, pois os deuses pagãos não se importavam com esse tipo de sofrimento. Ela não podia ter paz vendo a menina sendo atormentada e desejava a tranqüilidade, o bem-estar de sua filha mais do que tudo...

Quem sabe, lá na fronteira com Israel, nas regiões de Tiro e Sidom, as famosas cidades da Fenícia, aquela senhora ouvira falar de Jesus de Nazaré, o doce rabi da Galiléia, a quem os judeus chamavam: “Filho de Davi”? Quem sabe ela ouvira contar as histórias fantásticas das curas que o Senhor já operara em Israel? Da vista restaurada ao homem cego de nascença, que já tinha mais de quarenta anos de idade. Dos dez leprosos que foram curados, e que apenas um voltou para agradecer, e este era samaritano... Da multiplicação que Jesus fizera dos cinco pães e dois peixinhos para alimentar uma multidão de mais de cinco mil homens, fora as mulheres e as crianças?

Quem sabe, esta mulher ouvira alguém contar como Jesus de Nazaré era uma pessoa tão especial, que se compadecia do sofrimento das pessoas e aliviava o fardo delas? Ouvira dizer que todos traziam os seus enfermos, com todo o tipo de doenças e Ele curava a todos indistintamente. Como ele havia libertado o endemoninhado gadareno, que andava desnudo pelo cemitério e se feria com pedras, e ninguém conseguia prendê-lo – era mesmo um caso perdido... E como Jesus se encontrou com aquele homem desprezível e o libertou completamente. Os gregos da região de Decápolis, onde morava aquele homem, vieram à beira-mar e encontraram o antigo “louco do cemitério” agora vestido, assentado aos pés de Jesus e em perfeito juízo...

Quem sabe aquela mulher ouvira dizer que os judeus estavam esperando o seu “Messias” ou o “Ungido de Deus”, o “Cristo” e que Jesus de Nazaré se enquadrava no perfil daquele que viria para salvar a nação e implantar o seu Reino na terra? Os discípulos dele o chamavam de “Filho de Davi”... Foi então que aquela mulher decidiu procurar Jesus... Ele era a resposta para as suas indagações, o remédio para o seu sofrimento. Certamente ele era o alívio para a sua dor. Ela soube que Jesus estava bem perto de sua cidade. Parecia até que

entrando numa casa, (Jesus) não queria que alguém o soubesse, mas não pôde esconder-se; porque uma mulher, cuja filha tinha um espírito imundo, ouvindo falar dele, foi e lançou-se aos seus pés.” (Mc 7.24-25). Ela decidiu ir ao encontro do Mestre, pois sabia que a solução para o seu problema estava com ele. Ela precisava apenas de expor-lhe sua dificuldade, e isso faria, custasse o que custasse...

Mateus escreve o seu Evangelho para os judeus e nos conta alguns detalhes: “E eis que uma mulher cananéia, que saíra daquelas cercanias, clamou, dizendo: ‘Senhor, Filho de Davi, tem misericórdia de mim, que minha filha está miseravelmente endemoninhada’. Mas ele não lhe respondeu palavra. E os seus discípulos, chegando ao pé dele, rogaram-lhe, dizendo: ‘Despede-a, que vem gritando atrás de nós’. E ele, respondendo, disse: ‘Eu não fui enviado senão às ovelhas perdidas da casa de Israel’. Então chegou ela, e adorou-o, dizendo: ‘Senhor, socorre-me!’.” (Mt 15.22-25). Ela havia usado uma expressão dos judeus: “Jesus, Filho de Davi, tem compaixão de mim”. Foi dessa forma que o cego Bartimeu fora atendido, e tivera a vista restaurada. Como “Filho de Davi”, Jesus certamente atenderia aos seus apelos em favor da filha. Vestida como grega, de origem siro-fenícia, com todo o sotaque estrangeiro, ela pôs-se a gritar, num gesto de desespero como o de quem não tem mais para onde ir. E Jesus não lhe respondeu. Ele continuou quieto, apesar dos discípulos lhe pedirem que a atendesse ou que fizesse alguma coisa para despedi-la.

“Ele, porém, respondendo, disse: Não é bom pegar no pão dos filhos e deitá-lo aos cachorrinhos.” (Mt 15.26). O que você faria com uma resposta destas de Jesus ao seu pedido de ajuda? Como você se sentiria sendo excluída da mesa das bênçãos do Senhor? Talvez muitas de nós, mulheres sensíveis e tímidas, nos recolhêssemos de volta para casa pensando que Jesus não era tão bom como diziam... Talvez pensando: “Todos nos rejeitam, até mesmo Jesus [...]”.

Aprendemos lições preciosas com essa mulher humilde e corajosa. Ela não desistiu. Ela sabia que pesava sobre os seus ombros o bem-estar da filha. Estava disposta a pagar o preço que fosse para levar sua bênção para casa... “E ela disse: ‘Sim, Senhor, mas também os cachorrinhos comem das migalhas que caem da mesa dos seus senhores’.” (v.27). Jesus não resistiu ao seu coração quebrantado e humilde. O seu amor aguardava que ela reconhecesse que era estrangeira e precisava chegar-se a Jesus não como uma judia, usando expressões dos judeus, mas deveria se abrir como era, gentílica, e apenas expor sua necessidade. Vale a pena se humilhar diante do Senhor. Vale a pena confiar em seu amor.

“Então respondeu Jesus, e disse-lhe: ‘Ó mulher, grande é a tua fé! Seja isso feito para contigo como tu desejas’. E desde aquela hora a sua filha ficou sã.” (Mt 15.28). Não houve em Israel uma mulher que recebesse tal elogio do Senhor. Ela ficou eternizada por sua fé e humildade. Que tal também proceder da mesma forma? “Quem se humilha será exaltado”.

Para refletir:

  • Você é uma pessoa humilde? Você suportaria uma primeira resposta negativa e discriminativa e manteria sua fé e confiança em Deus?
  • Você é uma pessoa perseverante na oração?
  • Quanto você lutaria por seus filhos ou parentes próximos?
  • Você acha que existem “fórmulas mágicas” para se obter as bênçãos de Deus? Existem “chavões evangélicos” que garantem a resposta da oração?
  • Você acha que os gentios comem das migalhas da mesa do Senhor? Quem são os verdadeiros “filhos de Deus”?
  • O que você acha que precisa melhorar em sua vida para ter uma fé mais firme e operante?

Fonte: www.catedraldafamilia.com.br

A Viúva de Naim, o encontro das multidões

Toda Judéia ficou sabendo da história sobre o filho da viúva de Naim. Naim, que em hebraico significa a bela, a graciosa, era uma aldeia construída próximo ao Hermom, a sudoeste de Nazaré.

Naim está situada na região de Suném, onde morava a sunamita, figura muito conhecida no Antigo Testamento.

Atualmente Naim é uma pequena cidade edificada sobre os escombros da aldeia que existiu.

Jesus percorreu trinta e oito Km, vindo de Cafarnaum, onde curou o escravo de um centurião. Ele pôde chegar a Naim à tarde, horário em que normalmente se realizavam os funerais.

E ele estava acompanhado por muitas pessoas felizes, que glorificavam a Deus pelos sinais que haviam visto. Mas Jesus quando rodeava e subia a encosta que leva à cidade de Naim, encontra um cortejo fúnebre. O morto, um jovem, filho único de uma mãe viúva. O filho da viúva de Naim.

O cortejo fúnebre, seguia em sentido contrário ao de Jesus, para o cemitério, que se localizava (conforme o uso dos hebreus), a certa distância das casas, fora da povoação.

A dez minutos a leste de Naim, ainda hoje são vistos sepulcros abertos na rocha.

E há esse contraste de ânimos. De um lado, uma multidão alegre pelo que presenciaram com Jesus. De outro, parentes e amigos, choravam a morte de um filho querido.

"E, quando chegou perto da porta da cidade, eis que levavam um defunto, filho único de sua mãe, que era viúva; e com ela ia uma grande multidão da cidade." Lucas 7:12






A Viúva de Naim

E a mãe do jovem morto, via a tragédia da sua vida se agravar ainda mais. Já havia perdido o marido e passado um sofrimento enorme. Como a mulher naquela época não podia ter emprego e salário, restou ao filho prover o seu sustento.
Porém com a morte de seu filho, esta viúva sofrida, além do sofrimento da separação pela morte de sua família, estava agora sozinha, sem nenhum meio de sustento. A viúva de Naim estava exposta à solidão e à miséria.
Os moradores da cidade ficaram comovidos ao tomar conhecimento daquela tragédia que se desenhava. Logo se juntou muita gente, abalada pela morte do filho da viúva, ainda mais tocada por seu próprio destino que se revelava entristecedor.

Ressurreição do filho da viúva de Naim

E Jesus ao vê-la, moveu-se de íntima compaixão por ela. Em um lance o mestre entendeu a vida daquela pobre viúva.
O mestre movido em si mesmo, aproxima-se do esquife (uma espécie de urna fúnebre) e o toca. O cortejo é paralisado. Pela Lei Cerimonial não se podia tocar em um morto. Mas o mestre não se prende à letra, ele não fica insensível ao sofrimento humano.


"E, chegando-se, tocou o esquife (e os que o levavam pararam), e disse: Jovem, a ti te digo: Levanta-te. E o defunto assentou-se, e começou a falar." Lucas 7:14
Nos corações já se podia ouvir murmurações, como pode um judeu tocar um morto? Mas o mestre mostra que é senhor da lei, da vida e da morte. Jesus ordena e o morto se levanta. O mestre carinhosamente o conduz e o entrega a sua mãe.
Ninguém mais resiste ficar calado. Todos se maravilham e glorificam a Deus! Definitivamente a morte encontrou com a vida naquele dia! O enterro virou festa! Coisas de Jesus.
Um dia pra ficar marcado na história daquela cidade e de todo Israel!
O mundo precisava saber: Todo aquele que crê em Jesus, com certeza, ainda que esteja morto, viverá!
Fonte: www.rudecruz.com

Zadoque, o sacerdote que provou ser justo

O nome Zadoque significa "aquele que provou ser justo". Um dos dois principais sacerdotes, no tempo de Davi (2 Sm 8.17), o qual se juntou com este rei em Hebrom (1 Cr 12.28), depois da morte de Saul. Zadoque permaneceu fiel a Davi, por todo o tempo em que este reinou, através de todas as agitações. Quando Absalão se revoltou, sendo Davi compelido a fugir de Jerusalém, Zadoque e os levitas acompanharam o seu rei, levando a arca (2 Sm 15.24). E, quando Absalão foi morto, achava-se Zadoque entre aqueles que persuadiram os anciãos de Judá a que convidassem Davi a voltar. 

Sendo já Davi avançado em anos, e tendo sido Adonias aclamado rei pela influência de certo partido, ele pôs-se ao lado de Davi e ungiu Salomão para seu sucessor. Salomão, depois da sua ascensão ao trono, retirou do alto sacerdócio a Abiatar (que tinha sido partidário de Adonias), e deu a Zadoque toda a autoridade (1 Rs 1.7, 26 – 2.27, 35). os seus descendentes, como se pode ver em Ez 44.15,16, são louvados pela sua fidelidade desde o tempo de Salomão, e especiais privilégios lhes são concedidos na visão profética a respeito do templo restaurado e do culto ali prestado ao Senhor.

AIMAÁS, Um dos dois filhos de Zadoque

Um dos dois filhos de Zadoque, que era sumo sacerdote na época de Davi, quando Absalão se levantou em rebelião contra Davi (2 Sm 15.27; 1 Cr 6.8,53). Com Jônatas, filho do sacerdote Abiatar, Aimaás foi enviado por Zadoque e Abiatar a Jerusalém para levar informações a Davi sobre os planos e movimentos de Absalão (2 Sm 15.35,36). A notícia do plano de Absalão de encurralar Davi em algum lugar lhes foi transmitida por uma mulher em Rogel. Eles foram vistos por alguém que informou Absalão, mas depois de escondidos por uma mulher em Baurim levaram em segurança as notícias a Davi (2 Sm 17.15-21).
Quando Absalão morreu no bosque de Efraim (q.v.), Aimaás pediu permissão para levar as notícias a Davi, Joabe recusou, mas Aimaás persistiu e finalmente obteve a permissão. No entanto, ele levou notícias incompletas a Davi, mas um cuxita logo fez saber o fato da morte de Absalão (2 Sm 18.19-32).

Dã, o quinto filho de Jacó

Nome do quinto filho de Jacó, nascido em Padã-Arã, o primogênito de sua mãe Bilaescrava de Raquel (Gn 30,3-6), antepassado da tribo dos danitas. Ele era o irmão legítimo de Naftali. Na época em que Jacó se mudou para o Egito, levando consigo todos os da sua casa, o próprio Dã já tinha um filho de nome Husim chamado Suão em Números 26:42. (Gênesis 46:7, 23, 26). Da vida de Dã nada é registrado. Na bênção de Jacó em seu leito de morte, foi mencionado que Dã e os outros filhos das criadas teriam a sua posição familiar juntamente com os outros filhos, tendo direito legal a uma porção da herança familiar. De Dã é dito: "Dã julgará o seu povo" (Gn 49:16). 

A Tribo de 
Censo. Na época da migração para o Egito, enquanto José ainda estava regendo o Egito, somente um filho é atribuído a Dã (Gn. 46:23). No Êxodo, a tribo de Dã numerou 62.700 homens de guerra (Nm. 1:39) e no segundo censo haviam 64.400, ocupando o lugar de segunda maior tribo.

Posição. A posição de Dã, era no lado norte do tabernáculo, com Aser e Naftali.

Estandarte. O estandarte da tribo era branco e vermelho e a insígnia era a da águia, o grande inimigo das serpentes. Jacó tinha comparado Dã a uma serpente. Aiezer substituiu a águia, a destruidora de serpentes, quando ele foi encarregado de levar uma víbora em sua bandeira.

Viajando. " Todos os que foram contados no exército de Dã foram cento e cinqüenta e sete mil e seiscentos; estes marcharão em último lugar(quarto), segundo as suas bandeiras." (Nm 2:31).

Representantes. O príncipe da tribo era Aiezer (Num 1:12). Entre os espias Dã foi representado por Amiel o filho de Gemali (13:12).

Notas interessantes. Da tribo de Dã, Aoliabe era um dos sábios trabalhadores, inspirados para se ocupar da construção do tabernáculo (Ex 31:6). Houve um filho de uma mulher danita que foi apedrejado por haver blasfemado (Lev 24:10). Na cerimônia de bênção e maldição, Dã e Naftali estiveram no Monte Ebal, enquanto as outras tribos que descenderam de Raquel estavam no Monte Gerizim (Dt 27:13). Mais tarde, Sansão, que era desta tribo (Jz. 13:2). Aparentemente, Dã estava entre as tribos que eram as menos corajosas entre as tribos israelitas. A Canção de Débora que celebra a vitória Israelita sobre o rei cananeu Jabim e o seu poderoso general Sísera, reprova as tribos de Gileade, Dã, e Aser. De Dã, indagou Débora: "por que se deteve nos navios?" (Jz. 5:17). a aparente falta de interesse por parte de Dã em ajudar as outras tribos, pensa-se, que, é porque Dã estava situada no extremo norte de Israel, tendo maior relacionamento com seus vizinhos estrangeiros ao norte do que com as outras tribos de Israel.

A Divisão de Terra. A área reservada a Dã incluía as cidades de Aijalom, Ecrom, Elteque, e Zorá na parte central ocidental de Canaã (Js. 19:40-46; 21:5, 23-24) e estendendo a Jope no Mar Mediterrâneo. Os Danitas, porém estavam impossibilitados de conquistar muito do território designado a eles. Os habitantes originais, o Amonitas, mantiveram os Danitas limitados na colina de Efraim e Benjamim. Impossibilitado de conquistar o território dividido a eles, alguns membros da tribo de Dã migraram longe, ao extremo norte da Terra Prometida e conquistaram a cidade isolada de Lésem, que eles a chamaram de Dã.

Aías, bisneto de Eli

Bisneto de Eli, por parte de Finéias e Aitube (irmão de Icabô), e sumo sacerdote durante os primeiros tempos do reinado de Saul (1 Sm 14.3), Ele trouxe a Arca a Gibeé na batalha de Micmás (14,18) e mais tarde encorajou Saul a buscar a Deus (14.36). Aias foi sucedido por seu irmão mais jovem, Aimeleque (1 Sm 22.9), a menos que o correto seja considerá-los como a mesma pessoa.

Pequenas Biografias

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